A pós ser o destaque na geração de empregos em junho, o setor agrícola contratou 82% a menos em julho em comparação com o mês anterior. No mês passado, a agropecuária teve saldo positivo 13.647 postos de trabalho formais. Em junho, o saldo foi de 75.227 contratações.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta terça-feira (16) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Desde o início do ano, o saldo do setor foi 255.044 contratações, crescimento de 17,13% em relação ao mesmo período de 2010.
Apesar da grande queda em relação ao mês anterior, julho deste ano contratou mais que em 2010, quando foram registradas 7.760 admissões, já descontadas as demissões.
Segundo o economista da USP Edgar Merlo, só o que pode explicar esse cenário é a sazonalidade das culturas. “Como em julho do ano passado também houve queda, sendo que este ano as contratações foram maiores, esse resultado é reflexo das colheitas que estão chegando ao fim”, afirma.
O cultivo de frutas cítricas foi o maior destaque positivo do setor agrícola, com resultado de 4.780 postos, 4.142 deles só no estado de São Paulo. A lavoura de cana-de-açúcar registrou contratações positivas, com 2.023 admissões.
Já o café foi o grande vilão dos empregos neste mês. O cultivo do grão teve resultado negativo e ficou com saldo de 5.290 mais demissões que admissões. Só em Minas Gerais, foram 2.530 postos de trabalho fechados e o setor agropecuário no Estado teve 412 mais pessoas dispensadas que contratadas.
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